Artigo de opinião de Paula Teixeira, docente da Escola Superior de Biotecnologia e investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina.
"A 5 de maio assinala-se o Dia Mundial da Higiene das Mãos. O lema deste ano, "Action saves lives", não pede perfeição, pede constância. Porque o problema não está na falta de conhecimento. Aprendemos desde pequenos que devemos lavar as mãos. O problema está no espaço entre saber e fazer, e é nesse espaço que as doenças se instalam.
A higiene das mãos não é um gesto reservado a hospitais. Em casa, na escola, no trabalho ou na cozinha, as mãos tocam em tudo, alimentos crus, superfícies, telemóveis, puxadores de portas, e raramente nos apercebemos do que transportam de um sítio para o outro. A boa higiene é mais simples do que parece: fazer bem, nos momentos certos. Antes de cozinhar e antes de comer, depois da casa de banho, depois de tossir ou mexer no lixo, sempre que se muda do cru para o pronto a comer. Água e sabão, fricção cuidada, secagem adequada. O álcool gel é útil quando não há alternativa, mas há momentos em que só o lavatório resolve."