Em defesa dos Oceanos

Em defesa dos Oceanos

Anualmente a 16 de Novembro celebra-se o Dia Nacional do Mar. Esta efeméride serve de mote para a Escola Superior de Biotecnologia lançar o desafio eco-artístico «Recolher o lixo do mar para numa obra de arte transformar: os guardiões dos mares também podem ser artistas».

Os oceanos cobrem cerca de 70% da superfície do nosso planeta mas têm lixo praticamente por toda a parte: só de plásticos estima-se que se acumulem 12 milhões de toneladas anualmente vindas dos rios, barcos, praias, esgotos, lixeiras e não só. Estes resíduos não só colocam em risco toda a vida marinha e costeira como também afetam as comunidades terrestres (e não apenas por comerem peixe contaminado). Ao todo pensa-se que os oceanos tenham acumulado já mais de 50 biliões de pedaços de plástico.

Nada disto vai mudar sem as pessoas se mobilizarem – e a mobilização pode assumir muitas formas. Em 2022/23 os alunos do ensino secundário são desafiados a mobilizar-se pelo contacto direto com a realidade junto ao mar (e rios, visto que levam a poluição para o mar) e depois através da expressão criativa que apele à mudança civilizacional. 

O concurso

Cada grupo de alunos (entre 1 e 4 participantes) e um professor da mesma escola formam uma equipa que tem desde 16 de novembro de 2022 até às 24h de 28 de fevereiro de 2023 para se inscrever neste formulário

Depois da inscrição cada equipa tem de:

  • recolher lixo à beira do mar ou rio (este passo tem de ser documentado em fotos e vídeo), idealmente material que tenha sido transportado pelas águas
  • criar uma obra de arte usando exclusivamente os recursos recolhidos (a evolução deste trabalho também tem de ser devidamente registada em fotos e vídeo)

O dossier final tem de ser submetido online até às 24h de 30 de abril de 2023. Quem se inscrever recebe instruções mais detalhadas por email. Os resultados do concurso serão anunciados durante o mês de junho de 2023.

O objetivo último destas obras de arte é transmitir a urgência de alterar profundamente a relação tóxica que a sociedade de consumo tem tido com o mar (note-se que o conceito de arte aqui deve ser entendido no seu sentido mais lato). Os critérios de avaliação incluem, além do objetivo principal, a beleza, a criatividade, a funcionalidade e a capacidade de representar a diversidade do lixo que polui o mar. O júri do concurso será composto por investigadores e docentes da Escola Superior de Biotecnologia e da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto. 

Os prémios

Há prémios para as melhores obras! Serão escolhidos três vencedores (ex aequo) e cada grupo receberá cento e cinquenta euros (150€). Serão ainda atribuídas três menções honrosas no valor de cinquenta euros (50 €) cada. Todos os participantes recebem um certificado.

O júri reserva-se o direito de não selecionar nenhum trabalho no caso de considerar que os critérios mínimos exigidos não foram atingidos. Os resultados, incluindo imagens, serão divulgados nas redes sociais e pela comunicação social. A participação neste concurso pressupõe a plena aceitação das instruções, incluindo qualquer decisão do júri (da qual não cabe recurso). Os dados pessoais que forem recolhidos no âmbito do concurso serão tratados com respeito pela legislação de proteção de dados pessoais. Qualquer dúvida, dificuldade ou até o acesso/retificação/eliminação dos dados pessoais deve ser comunicada para o email biotecnologia@ucp.pt.