Projeto SMARTI - Práticas de internacionalização das instituições do ensino superior: o caso da Arménia

Quarta-feira, Janeiro 5, 2022 - 15:28

O projeto SMARTI, lançado no início de 2021, começa a dar resultados. Este projeto visa reformular programas de mestrado e de doutoramento, utilizando a língua inglesa como meio de formação em cursos não linguísticos (por exemplo: ciências, matemática, medicina, tecnologias da informação, entre outros), na Arménia e na Rússia.

A Escola Superior de Biotecnologia - UCP é cocoordenadora do pacote de trabalho 1 do SMARTI, que tem como finalidade a identificação dos problemas surgidos durante a implementação do projeto, de modo a promover a modernização, internacionalização e melhorar a formação de professores nos países parceiros na área do ensino através da língua inglesa. Este pacote de trabalho começou com um estudo de revisão bibliográfica e de campo sobre práticas da utilização da língua inglesa como meio de formação e de metodologias centradas nos alunos na Arménia e na Rússia. Os resultados que se apresentam referem-se às práticas de Internacionalização das Instituições de Ensino Superior da Arménia.

Em 2005, a Arménia aderiu ao Processo de Bolonha e, desde então, reformas intensivas na educação foram realizadas em todas as universidades arménias. Estas reformas visam integrar a Universidade no Espaço Europeu de Ensino Superior. A educação é baseada nos princípios fundamentais do Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos.

As experiências de internacionalização das universidades arménias são bastante diversas. Vejamos o caso da (VSU), Public Administration Academy of the Republic of Armenia (PAARA), Mikayel Nalbandyan State University of Shirak (SUSh), Goris State University (GSU) e da Armenian National Agrarian University (ANAU).

A VSU tem uma estreita cooperação com mais de 25 instituições de ensino superior na Europa e países pós-soviéticos. Desde 2013, foram feitos vários investimentos para melhorar o nível de ensino superior na VSU. Como resultado, foram implementados cinco projetos de mobilidade Tempus (LeAGUe, SSRULLI, VERITAS, MAHATMA e GOVERN) e quatro Erasmus Mundus. Devido aos projetos Tempus, a Universidade passou por várias mudanças estruturais e os projetos de mobilidade Erasmus Mundus e Erasmus + deram aos alunos e colaboradores da VSU a oportunidade de adquirirem experiência europeia de ensino e aprendizagem. De 2017 a 2020, a VSU esteve envolvida no projeto de estratégia e marketing de desenvolvimento de capacidades Erasmus + BOOST, que permitiu aperfeiçoar o seu planeamento estratégico de internacionalização. Desde 2018, devido ao envolvimento da equipa da VSU no projeto Erasmus + PRINTeL (Mudança na Sala de Aula: Promovendo o Ensino e a Aprendizagem Inovadora para Melhorar a Experiência de Aprendizagem dos Alunos) muitos membros do corpo docente foram formados e transmitiram os seus conhecimentos e experiência a um grande número de partes interessadas internas e externas da VSU.

A PAARA desenvolveu o seu Conceito de Internacionalização em linha com o Plano Estratégico 2019-2024, que por sua vez cumpre o Programa de Governo da Arménia em termos de internacionalização do ensino superior e do campo de investigação arménio. O Conceito, assim como o Plano Estratégico 2019-2024, estipula a oferta de vários cursos profissionalizantes em inglês. Além disso, a acreditação internacional de pelo menos uma especialidade (MPA ou MBA) também está prevista nos documentos acima; portanto, estão a ser dados passos no sentido de transmutar os programas de estudo relevantes em programas ministrados em inglês.

No caso da SUSh, esta tem participado nos programas Tempus, Erasmus Mundus e Erasmus + desde 1996. No âmbito do projeto BOOST (2016-2020) foram desenvolvidos e aprovados 5 regulamentos e procedimentos pelo SUSh (Regulamento do Centro para Cooperação Externa e Relações-Públicas, Procedimento de Relações Públicas, Procedimento de Mobilidade Académica, Conceito de Estratégia de Marketing do SUSh, Política de Internacionalização da Ciência e Investigação).

Em conformidade com o seu Plano de Desenvolvimento Estratégico, a GSU tem trabalhado ativamente para concluir acordos e memorandos de entendimento com universidades, instituições e organizações locais e internacionais, participando da elaboração dos rascunhos de propostas para projetos KA1 e KA2 financiados pela UE, organizados em inglês cursos de formação linguística para o seu corpo docente e administrativo, foi membro do consórcio de vários projetos Tempus e Erasmus +.

Por fim, a ANAU no campo da cooperação internacional adotou, para trazer a universidade ao reconhecimento internacional, a integração na área de ensino superior internacional, a política de prestação de serviços de investigação e consultoria. Durante os últimos anos, a ANAU esteve ativamente envolvida em vários projetos internacionais. Em particular, durante esse período, a ANAU esteve envolvida em 4 programas Tempus (GOVERN, ARMENQA, SuToMa, LeAGUe) e 3 programas Erasmus Mundus (ELECTRA, EFFORT, EMBER). A ANAU tem 38 acordos em curso no âmbito do Erasmus + KA1, 4 projetos Erasmus + KA2 em curso (SMARTI, GEOTAK, ABIONET, TOPAS). No total, ANAU coopera com cerca de 100 organizações internacionais.

Estes resultados mostram-se importantes para a prossecução do projeto no respeitante ao desenvolvimento de um modelo de competências e formação abrangente para os responsáveis pelos programas de ensino das universidades e um programa de formação multidisciplinar para os professores numa perspetiva internacional.

Saiba mais sobre o projeto: https://www.cbqf.esb.ucp.pt/en/smarti  | Facebook

Projeto SMARTI Financiamento