O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) marcou presença de forma destacada na Annual Meeting and Exposition da Controlled Release Society (CRS) 2025, que decorreu em Filadélfia, Pensilvânia (EUA), entre os dias 14 e 18 de julho. Este evento é amplamente reconhecido como a mais prestigiada conferência internacional na área das tecnologias de libertação controlada, sistemas avançados de administração de fármacos e engenharia biomédica.
A conferência reuniu mais de 1.400 participantes, entre líderes mundiais do meio académico, industrial e da investigação clínica. O programa científico contou com mais de 200 comunicações orais e 450 pósteres.
Em representação do CBQF estiveram Ezequiel Coscueta, Investigador Principal do projeto gBiOT, e Ana Sofia Sousa, investigadora da mesma equipa e doutoranda na Escola Superior de Biotecnologia (ESB). Ambos participaram como oradores convidados, um reconhecimento que evidencia o seu contributo de excelência e liderança numa área de investigação emergente.
A sua intervenção focou-se no projeto gBiOT – Nanobots biocatalíticos biopoliméricos nutracêuticos contra doenças inflamatórias intestinais, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). O projeto foi apresentado nas sessões “Skin and Mucosal Delivery” e “Nanomedicine and Nanoscale Delivery”, divulgando os avanços em nanoterapias enzimáticas motorizadas.
O programa incluiu ainda conferências plenárias de cientistas internacionalmente reconhecidos, como o Professor Robert Langer, do MIT, pioneiro em inovação biomédica, e o Dr. Drew Weissman, laureado com o Prémio Nobel em 2023 pelo seu trabalho inovador em vacinas baseadas em mRNA.
A participação do CBQF na CRS 2025 reforça o posicionamento do centro no domínio da administração de fármacos e nanomedicina, potencia a visibilidade internacional da investigação portuguesa em estratégias terapêuticas bioinspiradas, e promove a inovação no desenvolvimento de soluções de nova geração para doenças inflamatórias intestinais.
Este evento já permitiu o estabelecimento de contactos com investigadores internacionais de referência, despertou interesse na abordagem inovadora do projeto gBiOT e abriu novas perspetivas de colaboração científica, impacto translacional e futuras participações em fóruns científicos globais.


