Duas equipas de estudantes da Escola Superior de Biotecnologia na final do prémio ECOTROPHELIA

Quarta-feira, Junho 23, 2021 - 16:16

As equipas Beanice e Ribeirinha D’ouro vão representar a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica na final do prémio ECOTROPHELIA 2021. A 5ª edição deste concurso, promovida pela Portugal Foods, contou com 27 candidaturas, das quais foram escolhidas 10 equipas finalistas. A 29 de junho, realiza-se na Casa do Vinho Verde - no Porto a Cerimónia de Entrega de Prémios com apresentação oral dos projetos ao Júri Nacional e degustação dos produtos desenvolvidos.

Conheça os produtos que os nossos estudantes desenvolveram para esta competição:

BeanIce - Gelado de grão-de-bico e aquafaba com duas opções de sabor, Laranja do Algarve e Maçã Porta-da-Loja.

Instituições de ensino: Escola Superior de Biotecnologia – Universidade Católica Portuguesa e Escola Superior de Artes e Design.

Equipa BeanIce: Inês Costa Chaves, Inês de Sagastizábal Gonçalves Conceição Silva, Valeria Ilian Montero Enriquez e Vera Sofia Oliveira da Costa, alunas do Mestrado em Engenharia Alimentar, e Susana Soares Barbosa, aluna da Licenciatura em Design na Escola Superior de Artes e Design.

Para a equipa Beanice, o objetivo era “desenvolver um produto que fosse eco-inovador, que não tivesse alergénios, lactose ou glúten e que pudesse ser incluído na alimentação dos consumidores vegetarianos ou com alguma restrição alimentar”.

Segundo as alunas, o produto “foi criado numa perspetiva de zero desperdício e de valorização de produtos nacionais, pelo que todas as matérias-primas - grão-de-bico, Laranja do Algarve, Maçã Porta-da-Loja e Mel - são produzidas em Portugal e cuja fruta utilizada tem certificação IGP. Ainda na perspetiva do zero desperdício, “é feito o aproveitamento da água da cozedura do grão-de-bico (aquafaba) e das cascas da laranja e da maçã, com propriedades chave na formulação do gelado. Ao descobrirmos os potenciais da aquafaba pouco demorou para decidirmos que queríamos fazer um gelado com essa base. A inovação do produto passa pela utilização deste ingrediente, que ainda está pouco explorado pela indústria alimentar, e pela utilização de uma leguminosa num produto doce e gelado”, realça a equipa.

A candidatura ao Ecotrophelia surgiu da vontade da equipa em ir para além da criação do produto e desafiarem-se na perspetiva de planeamento do negócio. “O que mais nos motivou foi desenvolver e formular o produto à luz da sustentabilidade, pensando em pormenores que vão desde a escolha das matérias-primas, à embalagem e à distribuição” descrevem as alunas.  A equipa destaca o papel das professoras Dra. Maria Conceição Hogg e Dra. Margarida Neves, “que apoiaram e acompanharam todo o desenvolvimento do projeto”.

A equipa salienta que a participação neste concurso está a ser uma experiência enriquecedora, essencialmente pelos contactos realizados ao longo do desenvolvimento do projeto, nomeadamente com a Escola Superior de Artes e Design (ESAD), da qual, a colega de equipa Susana faz parte e contribuiu para a criação da imagem da marca e design da embalagem.

Neste sentido, aproveitam também para mencionar as empresas que as apoiaram e ajudaram, destacando “a Intraplás, a Egocultum e o produtor de Maça Porta-da-Loja de Braga, cujas trocas de experiência e conhecimento foram essenciais”. No desfecho desta experiência, a equipa espera ter desenvolvido competências pessoais e aspetos positivos ao nível profissional, que permitam abrir portas ao mercado de trabalho.

Em relação ao produto, as alunas acreditam no potencial do Beanice e no que o seu conceito têm para oferecer aos consumidores, assim como na possibilidade da colocar o produto à venda no mercado. “Para que tal aconteça há um longo caminho de estudo e desenvolvimento a ser feito, pelo que estamos já a explorar possibilidades de melhoramento da formulação e podemos adiantar que estamos a desenvolver novos sabores”, finalizam.

Ribeirinha D’Ouro - Bifanas de porco laminadas envolvidas em molho típico e alternativa vegan com cogumelos Portobello.

Instituição de ensino: Escola Superior de Biotecnologia, Universidade Católica Portuguesa, Universidade de Aveiro

Equipa: Maria do Rosário Marques de Queirós Rodrigues Salcedas, Anabela Pereira Tomás, Beatriz da Mota Teixeira, alunas do Mestrado em Engenharia Alimentar, e Margarida Godinho Fernandes, aluna do Mestrado em Engenharia do Produto, na Universidade de Aveiro.

A Ribeirinha D’Ouro pertence à categoria de produtos pré-confecionados e está disponível em duas versões - a Ribeirinha D’Ouro, inspiração da receita tradicional, que é um preparado de bifanas de porco laminadas envolvidas em molho típico e a Ribeirinha D’Ouro vegan, reestruturação da receita, em que os cogumelos Portobello são os protagonistas.

Para a equipa, este produto “surgiu da vontade de abraçar e enaltecer a cultura gastronómica nortenha, com perfis e sabores tão característicos e receitas de tal forma enraizadas e eternizadas que passam de geração em geração. O propósito foi dando-lhe um cunho pessoal, valorizar aquela que é a "bifana à moda do Porto"”.

O produto apresenta-se em duas versões, dada a heterogeneidade do consumidor atual, sendo compatível com diferentes escolhas ou exigências alimentares e, segundo a equipa, “porque acreditamos que haja espaço para fazer renascer a tradição, reestruturando o produto na sua génese. O objetivo foi dar palco, tornar disponível e de fácil acesso ao consumidor aquilo que é o conforto de uma receita tradicional portuense e "convidado" obrigatório e muito popular em convívios entre familiares e amigos, com espaço para ser apreciado entre conversas, jogos e cervejas”.

A participação no Prémio Ecotrophelia esteve nos planos das alunas desde o momento da inscrição no Mestrado em Engenharia Alimentar da Escola Superior de Biotecnologia da Católica: “Idealizávamos estar em ambiente de competição, com o nosso produto a concurso e apresentá-lo a grandes empresas do setor alimentar. Para tal conjugámos tempo e ideias com grande esforço e dedicação. Sempre focadas no objetivo final, enveredamos por um caminho longo e trabalhoso, mas do qual temos muito orgulho, pois conseguimos atingir o que há muito ambicionávamos e com um produto que acreditamos merecer destaque, pois alia a tradição à inovação.

A equipa acredita que a participação no Ecotrophelia será enriquecedora, uma vez que “partilharemos ideias, perspetivas e conhecimento, teremos o prazer de conhecer grandes profissionais do ramo alimentar e obter feedback de grandes personalidades acerca do nosso produto sobretudo.”

Considerando que há sempre espaço para explorar e caminho a percorrer para melhorar o produto, a equipa acredita que a participação no Ecotrophelia “ajudará a definir estratégias e competências e nos desafiará a aperfeiçoar todos os alicerces que compõem a nossa Ribeirinha”.