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Ana P. Carvalho: “Do lixo ao luxo: como valorizar os resíduos de fermentação”

Quinta-feira, Setembro 9, 2021 - 11:11
Publicação
Público

A descoberta arqueológica de uma fábrica de cerveja do Antigo Egipto revela que a quinta bebida atualmente mais consumida a nível mundial já tinha a sua quota de mercado em 3000 a.C. (Abydos beer factory: Ancient large-scale brewery discovered in Egypt, BBC News). Revela também que os processos de fermentação tradicionais já eram consistentemente utilizados nessa época.

De facto, até ao século XIX, os processos de fermentação consistiam na utilização de microrganismos para transformar, por exemplo, açúcar em álcool (na produção de cerveja e vinho), ou em ácido (na produção de iogurte). Com os avanços da biotecnologia, nomeadamente em termos de manipulação e recombinação genética, foi possível aplicá-los noutras áreas, tais como na produção de vacinas, vitaminas ou medicamentos. Graças a essas tecnologias, hoje em dia os microrganismos podem ser utilizados como fábricas celulares para a produção de insulina (hormona essencial para quem sofre de diabetes) ou esqualano (usado em cosmética) de uma forma sustentável, ao contrário do que acontecia antigamente, quando estes compostos eram extraídos dos corpos de animais.

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